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Alguns ditados, por mais que sejam de séculos bem distantes, parecem que sempre farão muito sentido, independentemente da realidade vivida. A frase “ninguém nasce sabendo” tem muita lógica e, além disso, se analisada com um pouco mais de cuidado, evidencia que somos o que somos porque nossas vivências e aprendizados nos fizeram assim.

E, por isso, é bem provável que você siga, em milhares de aspectos, os conceitos de ética, costumes e moral aplicados pelas pessoas ao seu redor. Isso, logo nos primeiro anos de vida, que é quando o nosso cérebro trabalha como uma espécie de esponja e absorve tudo o que nos envolve.

Mesmo após a infância, na fase de amadurecimento e a idade adulta, é bem comum que passamos a aplicar para nós mesmos aquilo que aprendemos na sociedade moral e cultural que vivemos. Quem nunca pegou uma mania de fala ou comportamento similar à praticada pelos colegas de trabalho, da faculdade ou, até mesmo, da companheira ou companheiro que, até outro dia, nem conhecíamos.

O impacto dessas ações em nossas vidas

Até aí, tudo certo! É a ação natural da vida sobre os humanos e tudo isso é importante para que possamos desenvolver nossas vivências e comportamentos sociais. O problema, entretanto, surge quando nossas influências e aprendizados estão baseadas e ligadas à cultura estrutural que, apesar de parecer normal, é extremamente dolorosa à vida de homens e mulheres.

Estrutura cultural que se faz presente na vida das pessoas há séculos, antes mesmo de Cristo, a Era das Trevas, Idade Média e os outros tempos e épocas da vida humana, tudo isso, de uma maneira global.

E, por mais difícil que possa ser de acreditar, é daí que podemos compreender os motivos que levam os homens a representarem 95% da população carcerária do Brasil e relatar dados alarmante sobre o feminicídio que, em média, registra 13 assassinatos a mulheres – em sua maioria negras e jovens – por dia neste país.            

O que aprendemos sobre “ser homem” e como isso nos influencia       


E já que estamos falando sobre ditados e conceitos bem antigos que nos cercam até os dias atuais, podemos relacionar a criação dos homens a tudo isso. Afinal, desde os primeiros dias de vida ouvimos que devemos “agir como homens”, “não chorar como menininhas”, que “demonstrar afetividade não é coisa de macho” e milhares de outras imposições que nos são impostas logo nos primeiros anos de vida e servem como manual de comportamento para o decorrer de nossos dias.

E é partir dessas colocações estruturais fortemente presentes na cultural mundial que começam a surgir os primeiros indícios de uma repressão à vida natural das pessoas, nesse caso, à vida dos homens, o que impacta diretamente no que nos tornamos no futuro. Assim, nos desconectando daquilo que acreditamos ser melhor para nós mesmos e nos distanciando de propósitos que nem chegamos a realmente ter. 

Às vezes, os meninos nascem para serem grandes atores, bailarinos e artistas, bem diferente do que vão cobrar dele que, geralmente, é de ser um super empresário, jogador de alto nível e, de todas as formas, ser mais bem sucedido socialmente, profissionalmente e financeiramente do que as mulheres de seus vínculos sociais.  Afinal, você é um homem e precisa pagar a conta!

Sim, podemos nos desprender dessas imposições 

Claro, é muito difícil mudar o que nos é imposto por tantos anos, é algo que aprendemos a entender como a verdade absoluta. Mas existem boas possibilidades de conseguirmos nos entender e, consequentemente, entender melhor a sociedade na qual vivemos, isso, longe de qualquer imposição ditada a todos nós.
E é por meio da reorganização das memórias que conseguimos almejar novos significados ao indivíduo e à forma como ele entende sua própria vida e a dos outros. Que tal conhecer um poucos mais: danielgabarra.com.br. Vamos, juntos, buscar o melhor para nós mesmos. 

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