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M√™s da Luta Antimanicomial e sua import√Ęncia

M√™s da Luta Antimanicomial e sua import√Ęncia

Voc√™ certamente j√° deve ter ouvido falar sobre os manic√īmios, certo? Caso n√£o, esse era o nome dado aos hospitais psiqui√°tricos, especializados nos tratamentos de doen√ßas mentais

Nesses locais, os pacientes eram Р(são) Рsubmetidos a diversos tratamentos convencionais, até de séculos passados, que feriam direitos básicos humanos, chegando a casos mais graves que levaram a mortes até por maus-tratos.

História de luta

O primeiro passo desta luta humana aconteceu na Fran√ßa, onde Philippe Pinel passou a considerar quem sofria de perturba√ß√Ķes mentais como doentes e que, ao contr√°rio do que acontecia na √©poca, deviam receber tratamentos como tais, e n√£o serem tratados de forma violenta.¬†

Philippe tamb√©m foi pioneiro ao tentar descrever e classificar algumas perturba√ß√Ķes mentais, como dem√™ncia precoce, indecis√£o cr√īnica e esquizofrenia, e os procedimentos mais adequados a serem colocados em pr√°tica com os pacientes.

Brasil      

Mas por aqui, no Brasil, essa luta ganhou relev√Ęncia apenas no s√©culo XX, com mais for√ßa durante os anos de Ditadura Militar, nos quais, de acordo com a Biblioteca Nacional, ocorreram as primeiras manifesta√ß√Ķes dos profissionais da √°rea com o surgimento do Movimento dos Trabalhadores de Sa√ļde Mental (MTSM).¬†

O MTSM assumiu um importante papel na cr√≠tica da pol√≠tica de assist√™ncia psiqui√°trica do governo ditatorial, suas principais reivindica√ß√Ķes eram o fim do uso do eletrochoque e de outras pr√°ticas de ‚Äútratamento‚ÄĚ (que se assemelhavam √†s torturas comuns nos por√Ķes da ditadura); melhores condi√ß√Ķes de assist√™ncia √† popula√ß√£o e humaniza√ß√£o dos servi√ßos. 

Mas foi nos anos 80 que o movimento se firmou no cen√°rio nacional como for√ßa social, precisamente em 1987, com a divulga√ß√£o do ‚ÄúManifesto de Bauru‚ÄĚ, no qual nasceu o lema ‚Äúpor uma sociedade sem manic√īmios‚ÄĚ.

Sa√ļde psicol√≥gica no s√©culo XXI

At√© os dias atuais, o movimento antimanicomial busca levantar discuss√Ķes recorrentes sobre o tema, uma vez que, j√° em 2021, parte das reformas solicitadas pelos profissionais e sociedade ainda n√£o ocorreram, afinal, at√© hoje existem hospitais psiqui√°tricos com tratamentos convencionais.

Mas a luta segue em prol de novos m√©todos mais humanizados, n√£o institucionalizados, tornando p√ļblica a luta pelos direitos das pessoas em sofrimento mental, pelo bem-estar e pela dignidade desses indiv√≠duos e de suas fam√≠lias.

O que foi conquistado? 

O objetivo principal, ent√£o, era o fim das institui√ß√Ķes manicomiais junto √† cria√ß√£o de servi√ßos de sa√ļde amplos, muito al√©m dos manic√īmios que isolavam da sociedade aqueles indiv√≠duos. A partir disso, foram institucionalizadas as Leis Federais 8.080/1990 e 8.142/90, que – ao lado da cria√ß√£o do SUS – instituiu a rede de aten√ß√£o √† sa√ļde mental.¬†¬†

Com as leis, o Estado passou a ser respons√°vel, a partir da Pol√≠tica Nacional de Sa√ļde Mental, pela promo√ß√£o de tratamentos sociais, possibilitando a livre circula√ß√£o dos pacientes e n√£o mais a interna√ß√£o e o isolamento, montando a Rede de Aten√ß√£o Psicossocial (RAPS), composta pelos servi√ßos:

  • Centros de Aten√ß√£o Psicossocial (CAPS); 
  • Servi√ßos Residenciais Terap√™uticos (SRT); 
  • Centros de Conviv√™ncia e Cultura (Unidade de Acolhimento – UAs);
  • Leitos de Aten√ß√£o Integral (em Hospitais Gerais, nos CAPS III).

Lei Paulo Delgado

A Lei Paulo (10.216/2001), que completou 20 anos, existe para garantir os direitos de pacientes portadores de transtornos mentais a receberem atendimentos menos invasivos, priorizando o tratamento a partir da reinser√ß√£o na fam√≠lia, no trabalho e na comunidade. Com ela em vigor, os pacientes passam a ter direito a informa√ß√Ķes sobre sua condi√ß√£o e poss√≠veis tratamentos, al√©m de prote√ß√£o contra qualquer abuso e explora√ß√£o.

Al√©m disso, a lei impede que sejam feitas interna√ß√Ķes compuls√≥rias, sem o consentimento do paciente ou de seus familiares. E, quando realizadas em casos mais graves, devem possuir respaldo em laudo m√©dico, ap√≥s notifica√ß√£o ao Minist√©rio P√ļblico sobre a interna√ß√£o e, posteriormente, sobre a alta do paciente.

A realidade dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

Centros de Aten√ß√£o Psicossocial (CAPS), em suas diferentes modalidades, na defini√ß√£o do pr√≥prio Minist√©rio da Sa√ļde, s√£o pontos de aten√ß√£o estrat√©gicos da RAPS, sendo servi√ßos de sa√ļde de car√°ter aberto e comunit√°rio, constitu√≠do por equipe multiprofissional e que atua sobre a √≥tica interdisciplinar, realizando prioritariamente atendimento √†s pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de drogas.

E para falar sobre essa quest√£o por meio do olhar de quem a viveu, o convidado do 29¬ļ epis√≥dio do 2aAS11 foi o psic√≥logo Tiago Noel Ribeiro, mestre e doutorando pela USP e que atuou por muitos anos como profissional da rede de sa√ļde p√ļblica, especificamente nos CAPS.  

Para conferir na √≠ntegra esse bate-papo muito interessante, basta clicar aqui. E, claro, se voc√™ quiser conhecer mais sobre sa√ļde psicol√≥gica, acesse: danielgabarra.com.br. N√£o se esque√ßa: toda pessoa, n√£o interessa qual seja, sempre merecer√° um tratamento digno, humano e acolhedor!¬†

Quem precisa fazer terapia?

Quem precisa fazer terapia?

N√£o! N√£o existe essa de que pessoa x ou y precisa fazer terapia! Esse √© um acompanhamento, como qualquer outro da nossa sa√ļde, que todo mundo precisa e merece fazer.

Claro, existem alguns casos e momentos em que o tratamento com profissionais da psicologia é mais importante e necessário, mas, de uma maneira geral, todo mundo pode potencializar sua qualidade de vida com a ajuda da psicoterapia.

E por que todo mundo pode e merece frequentar as sess√Ķes com os/as profissionais? Acompanhe alguns (apenas alguns, para quadros gerais) dos motivos que far√£o voc√™ compreender tudo isso!

Eu de bem comigo mesmo

Voc√™ j√° ouviu algu√©m falar aquela velha frase: ‚Äúeu n√£o preciso de terapia‚ÄĚ? Provavelmente sim, n√£o √© mesmo? Sei bem como √© isso, ainda em 2021 muita gente possui essa trava quanto ao cuidado com a sa√ļde mental, e sem motivos, j√° que nos dias atuais estamos bem munidos de informa√ß√Ķes que afastam qualquer mito ou tabu negativo sobre essa quest√£o. 

Tanto, que se essa pessoa passar a fazer as sess√Ķes com o psicoterapeuta, ela n√£o vai repetir esse tipo de argumento, afinal, um dos quesitos conquistados nesse processo √© a empatia com o pr√≥ximo e consigo mesmo.

Seus ‚Äúautos‚ÄĚ em dia

E já que estamos falando de estarmos bem com nós mesmo e com os demais indivíduos, nada melhor do que possuir em sintonia o seu autocontrole, autoestima, autocompaixão e autoconhecimento. 

Tudo isso pode florescer, ser alcan√ßado, com ajuda terap√™utica e, convenhamos, quando se est√° em harmonia com essas quest√Ķes, tudo pode ficar ainda melhor, e at√© problemas – que √†s vezes realmente nem existiam – podem se transformar em coisas leves e positivas. 

Nossos sentimentos merecem respeito     

Entender o que estamos sentindo e respeitar tudo isso tamb√©m pode se tornar a chave para nossas vidas! Todos sentimos muita coisa, sofremos, ficamos felizes e etc., faz parte do que √© ser humano, e devemos aceitar. 

Obviamente, lidar com tudo isso não é tarefa simples, pode ser complicado e, às vezes, assustador. Mas, novamente, vem a psicoterapia! Ela pode nos ajudar a compreender melhor nossos anseios e desejos e, consequentemente, mostrar o caminho desse equilíbrio entre os polos sentimentais. 

Quero descobrir se isso tudo √© verdade 

Ainda n√£o acredita que a terapia pode proporcionar mais bem-estar a qualquer pessoa? Ent√£o que tal conversar com algum conhecido que cuida da sa√ļde psicol√≥gica? Certamente ele ou ela dar√° bons panoramas de como √© e quais resultados foram e podem ser alcan√ßados com esse acompanhamento.

Para conversar com um profissional da √°rea, basta clicar aqui e, n√£o se esque√ßa: s√≥ foi falado neste texto sobre alguns dos milhares de benef√≠cios da terapia, ou seja, se voc√™ tinha d√ļvidas sobre quem pode fazer e os resultado da psicoterapia, acho que agora j√° deu para se ter uma ideia b√°sica.¬†¬†¬†¬†

O que você precisa saber sobre o Transtorno Bipolar

O que você precisa saber sobre o Transtorno Bipolar

√Č bem prov√°vel que voc√™ j√° tenha ouvido falar sobre o transtorno bipolar ou conhe√ßa alguma pessoa com bipolaridade. Essa quest√£o ganhou muita evid√™ncia na m√≠dia e, consequentemente, no meio social nos √ļltimos anos.

Entretanto, nem todo mundo sabe realmente do que se trata e a real gravidade dessa disfunção. Não à toa, é comum vermos muita gente por aí chamando os outros de bipolar sem, de fato, se tratar do transtorno.

Ent√£o, para deixar tudo isso para tr√°s, este conte√ļdo vai tratar o transtorno com a real import√Ęncia n√£o apenas para quem o possui, mas tamb√©m para os familiares e outras pessoas que convivem com a bipolaridade.  

O que realmente é?

Em um olhar expandido, esse transtorno psiqui√°trico √©, de maneira geral, caracterizado por altera√ß√Ķes no comportamento e leva uma pessoa a oscilar entre momentos de euforia e depress√£o, e com variados graus de intensidade e frequ√™ncia.   

Apesar de nem todo mundo saber, existem diferentes tipos de transtorno bipolar, mas todos eles afetam os n√≠veis de humor, energia e efici√™ncia do indiv√≠duo. Al√©m disso, o temperamento do paciente, como explica o psiquiatra Diogo Lara, em um bate papo muito interessante e inovador sobre o assunto, pode estar associado a essas varia√ß√Ķes de graus da bipolaridade.

Dentre as caracter√≠sticas apresentadas por cada pessoa, que tra√ßam essa linha entre quadros mais sutis e dif√≠ceis de serem diagnosticados, est√£o quest√Ķes ligadas, por exemplo, a traumas, ansiedade, depress√£o e descontrole impulsional. 

Tornando essa instabilidade emocional em um ambiente mais prop√≠cio ao desenvolvimento da bipolaridade em seus variados n√≠veis.    

Demais sintomas 

Existem milhares de sintomas, al√©m das altera√ß√Ķes de humor, que podem ocorrer em pessoas em que o transtorno come√ßa a se manifestar ou at√© mesmo nas que j√° est√£o em tratamento.

Ainda como definiu o especialista Diogo Lara, a bipolaridade pode se manifestar como a exalta√ß√£o dos sentimentos humanos, com tudo ganhando muita intensidade, seja para cima ou para baixo. Com o atingimento das mais amplas paletas de cores do humor das pessoas.  

Al√©m disso, pode-se manifestar-se por comportamentos que destoam do habitual, geralmente relacionados a impulsos, como gastar muito dinheiro, apresentar distor√ß√£o da realidade com planos irreais e algumas outras quest√Ķes como:

  • Euforia sem explica√ß√£o
  • Agita√ß√£o muito elevada
  • Estado de depress√£o
  • Chatea√ß√£o constante
  • F√°cil distra√ß√£o
  • Baixa necessidade de sono
  • Compuls√Ķes em geral
  • Pensamentos acelerados que se atropelam
  • Hiperatividade

Vale ressaltar, novamente, que esses são sintomas gerais e que podem se alternar de acordo com milhares de aspectos que envolvem o indivíduo. Sendo assim, o transtorno bipolar pode se manifestar de formas distintas de acordo com cada pessoa.

Causas e tratamentos   

Como √© de se imaginar, n√£o existe uma causa exata e precisa desse transtorno psicol√≥gico, ou seja, v√°rios aspectos podem influenciar na vida da pessoa e, consequentemente, provocar a manifesta√ß√£o bipolar. 

Desde hist√≥rico familiar ao consumo excessivo de drogas, at√© √†s quest√Ķes biol√≥gicas que afetam a nossa sa√ļde mental, sem deixar de citar traumas, abusos e outras experi√™ncias negativas na vida. Tudo isso pode estar relacionado √† causa.¬†

Recebendo ajuda  

A terapia em suas diversas formas de aplicação é o passo inicial para se iniciar o tratamento! Por meio do acompanhamento psicológico, com profissionais habilitados, é possível identificar as melhores formas de enfrentamento à doença. 

Depois dessa etapa, o paciente recebe o encaminhamento ao profissional da psiquiatria, que o levar√° para outras formas de controlar a bipolaridade, como o uso de medicamentos prescritos e demais acompanhamentos com especialistas de diversas √°reas.

Em conjunto, esses profissionais v√£o ter papel muito importante no controle do transtorno e, consequentemente, na promo√ß√£o de mais qualidade de vida para o portador da bipolaridade e as pessoas ao seu redor.  

Como agir?

O segredo, inclusive para familiares, est√° no acolhimento e no entendimento de que as pessoas merecem e t√™m direito ao respeito e aos tratamentos realmente adequados. Cuidar da sa√ļde mental √© cuidar da vida, √© ter mais bem-estar e qualidade de vida em todos os momentos. 

Para conhecer ainda mais a fundo sobre tudo que foi falado aqui, acompanhe a live especial do Dia Mundial do Transtorno Bipolar com o psiquiatra Diogo Lara, que foi ao ar no dia 30 de março. Basta clicar aqui! 

Ent√£o, agora que voc√™ j√° conhece melhor, sabe que a bipolaridade √© algo s√©rio e requer um acompanhamento rigoroso, livre e longe de qualquer preconceito. E ao sinal de qualquer problema ou inc√īmodo psicol√≥gico, n√£o hesite em buscar ajuda! Todos merecemos e precisamos.¬†¬†

Quantas sess√Ķes s√£o necess√°rias na psicoterapia?

Quantas sess√Ķes s√£o necess√°rias na psicoterapia?

Essa deve ser uma das grandes d√ļvidas de quem vai come√ßar ou j√° come√ßou a realizar um acompanhamento psicoterap√™utico. E isso √© muito plaus√≠vel, n√£o √© mesmo?¬† Quem vai come√ßar um novo processo deseja logo no in√≠cio saber at√© quando ir√°, √© natural.

Mas a resposta, como voc√™ j√° deve imaginar, pode variar muito de acordo com cada caso e o procedimento que ser√° adotado. A chave para se acalmar e ficar por dentro da dura√ß√£o do seu tratamento est√° no di√°logo com o profissional.   

D√° pra saber o n√ļmero de sess√Ķes necess√°rias? 

Essa √© uma quest√£o muito dif√≠cil de estabelecer, com previs√Ķes que quase nunca s√£o exatas. Inclusive, no tratamento terap√™utico pode haver ou n√£o um n√ļmero de sess√Ķes preestabelecidas, isso depende da queixa do paciente e do procedimento em si, que pode seguir um padr√£o ou se encaixar dentro de cada realidade.

Ou seja, mesmo que o profissional trabalhe com um processo preestabelecido, para que ele atenda √†s suas necessidades individuais, √© prov√°vel que haja altera√ß√Ķes nessa previs√£o. 

Estabelecer ou n√£o um n√ļmero: o que √© melhor?  

N√£o h√° melhor neste caso, estabelecer a quantidade de sess√Ķes n√£o vai atrapalhar ou potencializar o seu resultado! Essa quest√£o fica por conta do processo terap√™utico a ser usado no tratamento.  

Quando se √© programado o n√ļmero de sess√Ķes, significa que o terapeuta vai seguir um padr√£o j√° existente no atendimento. Na outra ocasi√£o, quando √© deixado em aberto essa quantidade, pode-se entender que o processo ser√° conduzido com uma personaliza√ß√£o voltada ao/√† paciente, √†s hist√≥rias e queixas a serem tratadas. 

Mas √© importante lembrar que, mesmo nos casos em que s√£o estabelecidas as sess√Ķes necess√°rias, podem surgir, no decorrer do tratamento, peculiaridades e outras quest√Ķes que podem prorrogar esse tempo definido.      

Afinal, estamos tratando dos sentimentos, comportamentos, pensamentos e etc. de uma pessoa, ou seja, não é uma questão exatamente precisa e imutável.

O importante √© o resultado    

Mais essencial do que o processo, √© o resultado, √© nele que deve estar o seu foco. Mas, claro, o di√°logo para saber todos os detalhes do seu acompanhamento √© importante tamb√©m. 

Ent√£o, independentemente da complexidade da causa do sintoma em quest√£o, o tratamento ser√° conduzido da forma mais adequada a voc√™, com o foco sempre voltado ao melhor resultado. 


Ficou curiosa(o) para entender como funciona essa quest√£o de se realizar x ou y sess√Ķes e quer conhecer mais a respeito? Ent√£o vem descobrir em mais um epis√≥dio do 2aAS11, o 23¬ļ. Para conferir na √≠ntegra e gratuitamente, basta clicar aqui.

E n√£o se esque√ßa: cuidar da sua sa√ļde psicol√≥gica √© sempre um grande passo na busca da sua melhor qualidade de vida. Todo mundo merece!¬†