por Daniel Gabarra | dez 2, 2009 | aprendizagem, blog, emdr, pahp, qualidade de vida, resposta terapêutica
Cada dia fico mais encantado com o trabalho de Ajuda Humanitária promovido pelo grupo de Psicoterapeutas em EMDR, liderado pela Psicodramamatista e terapeuta em EMDR Ana Maria Zampieri. No início de dezembro, um grupo formado por cerca de 20 terapeutas em EMDR, desenvolverá um trabalho volutário junto às vítimas do tornado que atingiu a cidade de GUARACIABA, no interior de Santa Catariana, em setembro deste ano.
Esse trabalho começou de forma mais intensa depois dos desastres naturais que assolaram Santa Catarina no final do ano passado. Muitas das ações, assim como a que acontecerá agora, contam com apoio de entidades como o Rotary e a Aeronáutica Brasileira.
O principal objetivo do trabalho é proporcionar a dessensibilização e o reprocessamento através do EMDR para o trauma vivido. Se, com esse trabalho, podemos minimizar os impactos psicológicos gerados pela catástrofe, com certeza o ganho dará força para que as pessoas possam reconstruir suas vidas apesar do acontecido.
Os casos relatados nas supervisões são emocionantes. Gostaria muito de poder participar, mas infelizmente ainda não será dessa vez. Porém, assim que tiver a oportunidade, faço questão de colaborar com o trabalho.
por Daniel Gabarra | nov 27, 2009 | blog, relação terapêutica

O CRP disponibiliza uma tabela de honorários em Psicologia como referência para a cobrança dos serviços. Sua ultima atualização foi em agosto de 2007. Nessa época, o valor mínimo era de R$81,62, o médio R$122,00 e o máximo de R$139,93. Olhando por aí até parece fácil. Existe uma tabela, vamos segui-la.
Existem Clinicas Sociais que cobram R$5,00 por sessão, mas existe também profissionais que cobram R$200,00; R$300,00 ou até R$500,00 a sessão. Também conheço terapeutas que cobram valores que variam entre R$5,00 e R$200,00. Eu, particularmente, não me disponho a trabalhar por tão pouco (mas trabalho voluntariamente em uma instituição), mas também não deixaria desamparado um cliente meu que perdesse o emprego.
Pensando um pouco no terapeuta que cobra R$500,00, pode parecer absurdo. Mas talvez não, porque se eles cobram, existe quem pague ou até mesmo quem precisa pagar um valor desses para poder valorizar o trabalho terapêutico. Aí entramos em um outro mérito. Não consigo imaginar um bom terapeuta que não seja apaixonado pelo seu trabalho, e consequentemente apaixonado em ver o resultado e melhora de seus clientes. Aqui entra uma outra “moeda” com a qual se paga a terapia. O seu real envolvimento e dedicação em melhorar. Isso não significa que temos que melhorar rápido, pois cada um tem seu rítmo, mas sim que estamos verdadeiramente empenhados nesse processo.
por Daniel Gabarra | nov 24, 2009 | blog, emdr, qualidade de vida, resposta terapêutica
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho e até que o EDMR fez das pedras o melhor do caminho”. L.H.
Fonte: Comentário à Entrevista dada pela Psicóloga Rosângela Regiani ao site O Granadeiro
por Daniel Gabarra | nov 20, 2009 | blog, relação terapêutica

Um dia desses, estava navegando nos relatórios de visita do blog e vi que alguém o havia encontrado através da seguinte busca no google: “psicologo intimidade paciente”.
Poderíamos dizer que a pessoa que, por ventura se sentiu intimidada, estava expressando sua resistência ao tratamento. Bem, isso até pode ser verdade, mas prefiro explorar outros lados da questão.
Lembrei do Livro “Como Falhar na Relação” que aborda o outro lado da questão. Nós psicólogos somos humanos, ainda bem, e consequentemente erramos, como qualquer outro ser humano. Mas o pior de todos os erros é não admitirmos que somos passíveis de errar e, ao pensar dessa forma, aprendemos cada vez menos com nossos erros e, consequentemente, erramos mais.
Mas, levando esse pensamento além, temos que nos permitir errar, e principalmente, aprender com nossos erros e estarmos cada vez mais preparados, seja para nosso trabalho, relacionamentos pessoais ou até mesmo atividades de lazer.
por Daniel Gabarra | nov 16, 2009 | blog, criatividade, psicodrama, qualidade de vida
Deveríamos aprender mais com as crianças, ou talvez não aprender tanto com os adultos!!
Vocês já observaram a seriedade com que uma criança brinca? Como aquilo é tudo de mais importante para ela? Mas, ao mesmo tempo, quando tem de mudar de atividade, mesmo que chore por um tempo, rapidamente ela está brincando de novo, com toda seriedade, uma nova brincadeira.
Porque será que perdemos essa nossa capacidade de nos readaptarmos, de recriar novas realidades com o que temos em mãos?
Tendemos sim a nos acomodar, a nos acostumar até com o que não gostamos. E até nos apegamos com medo do novo não ser melhor, ou dar muito trabalho.
Hoje tem-se falado em Gestão da Mudança!!! Mas o que será isso se não nos permitir o novo, experimentar!!! Vamos arriscar, conscientes sim, mas não engessados pela conserva. Vamos brincar com a vida, brincar com a seriedade de uma criança e a sabedoria de um adulto.