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Qualidade de vida e trabalho: encontrando o equilíbrio

Qualidade de vida e trabalho: encontrando o equilíbrio

É quase dogmática a ideia de que não se pode fazer do trabalho algo prazeroso. Afinal, acordar cedo na segunda-feira para ir trabalhar não é tarefa saborosa. E, justamente dessa sensação e sentimento, surge a necessidade de equilibrar a qualidade de vida e o trabalho

Não pode ser só senso comum ou ditado popular, já que milhares de pessoas têm ou desenvolvem questões de saúde por problemas relacionados à vida profissional

Por isso, para ficarmos em dia com o nosso bem-estar em sua amplitude, é importante nos relacionarmos bem com o nosso lado profissional

Rotina: aliada ou inimiga? 

Quando nossa rotina se torna um peso, é sinal de que as coisas não vão bem, assim como a forma como nos sentimos em relação a isso. Entretanto, achar que isso “faz parte” não é a melhor solução. 

Evidentemente que a vida tem seus momentos difíceis, mas a dificuldade e a falta de bem-estar não podem se tornar rotina, inclusive quando se trata do aspecto profissional.   

Logo, mesmo quando parece muito difícil, é importante nos adequarmos para que o que fazemos seja mais agradável. 

Apesar de às vezes não ser como gostaríamos, não significa que precisa ser algo desagradável: ter uma rotina profissional ajustada às nossas preferências é ter uma vida mais leve e saudável.

O “pouco” pode ser muito! 

Realmente, quando as coisas não vão como desejamos, não existe milagre para que de um dia para o outro o nosso trabalho passe a ser como gostaríamos. Por isso, por mais que, inicialmente, pareça pouco, algumas ações já podem representar muito na elevação do nosso “se sentir bem”. 

Então, tente potencializar sua qualidade de vida com horas de lazer agradáveis e, na medida do possível, transforme o seu trabalho em uma ponte até o seu desejo e crie medidas para torná-lo mais favorável. 

Essas medidas podem ir desde as mais básicas, como decorações da sua estação de trabalho, mesa e etc., até às maiores, como prazos para procurar uma outra função ou área de atuação.

Dias mais agradáveis na vida pessoal e profissional             

Nem sempre é possível trabalhar ou executar funções que gostaríamos, que nos dão prazer. Entretanto, o trabalho é fundamental para nós mesmos, em vários aspectos, inclusive o de saúde. 

Então, nesse contexto, cabe a nós criarmos “válvulas de escape” na vida pessoal para irmos com mais saúde física, espiritual e psicológica mesmo nesse cenário. Uma outra prática básica e de fácil aplicação em nosso dia a dia para continuar nessa missão é a de acrescentar mais “lazer” na semana.   

Não, não é viagem, festa ou balada todo dia, tem a ver com os detalhes, como o seu prato preferido na segunda; uma roupa bem confortável na terça; um petisco com vinho na noite de quarta; muita música boa na quinta e uma sexta ao seu gosto. 

Outro ponto extremamente poderoso para fortalecer nossa qualidade de vida é o exercício físico. Mas quando falo de exercício, não é fazer por obrigação uma coisa que você não gosta, mas sim introduzir alguma atividade física ou esporte que te dê prazer. 

Além desse prazer estimular toda a biologia do seu corpo, faz você se sentir cada vez melhor.

Se cuidar também é importante

Além disso tudo, é fundamental cuidarmos de nós mesmos! Fazer acompanhamento psicológico com profissionais, cuidar da alimentação e do corpo, por exemplo, são ações que podem contribuir para uma vida mais amena e satisfatória no trabalho. 

Afinal, é um fato que a forma como nos sentimos na vida pessoal afeta na questão profissional e vice-versa.  

O importante mesmo é sempre lembrar que não é normal se sentir sempre mal. Criar e praticar ações que te fazem bem não é luxo, é direito de todas as pessoas, inclusive você. Combinado?


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Realidade ou Fantasia?

Lendo o artigo A eletricidade natural de estar vivo de Gustavo Gitti pensei muito em como encaramos a realidade que nos cerca e o que somos capazes de fazer com ela. Como já dizia J. L. Moreno a saúde do ser humano está na capacidade de transitar na brecha entre a realidade a e fantasia. Se alguém se perde na fantasia, acaba vivendo com se ela fosse a realidade. Da mesma forma, se vivermos preso demais a realidade, acabaremos por transforma-la em uma fantasia, afinal de contas tudo que percebemos é influenciado pela nossa história e nossos sentimentos. Pensado assim, a realidade não existe já que tudo que acreditamos ser a realidade é a representação do que somos capazes de perceber e sentir. É o transito entre a realidade e a fantasia que nos treina a perceber e questionar nossas percepções, criando o que nos é interessante e revendo aquilo que não nos traz boas formas de conviver com as pessoas e com o mundo.

Brasil das Gerais – Cuidados com os pés

Hoje, quinta (24.03.2011) às 20H

Esquecidos dentro dos calçados, os pés são lembrados apenas quando provocam algum tipo de incômodo. O Brasil das Gerais desta quinta-feira fala sobre uma das partes do corpo que mais acumulam tensão, e ao mesmo tempo, são a base de sustentação e movimentação das pessoas: os pés.
Roberta Zampetti recebe o ortopedista Wagner Vieira, a instrutora do curso de Podologia Senac-Minas, Maria Auxiliadora Fontenelle Viana, e a reflexologista Sheila Teixeira para falar sobre o cuidado com os pés e os motivos que ocasionam doenças.

Fonte: http://www.redeminas.mg.gov.br/brasil-das-gerais

Eutanásia X Ortotanásia

Um dia desses, li no Blog do Dom Pepone uma reportagem da Folha de São Paulo intitulada Médicos revelam que eutanásia é prática habitual em UTIs do país.
Infelizmente, do meu ponto de vista, o texto confunde os dois conceitos. Frequentemente a ortotanásia é confundida com a eutanásia. Então resolvi começar conceituando um pouco:

Eutanásia*: é a prática pela qual se abrevia a vida de um enfermo incurável de maneira controlada e assistida por um especialista.

Ortotanásia: é o termo utilizado pelos médicos para definir a morte natural, sem interferência da ciência, permitindo ao paciente morte digna, sem sofrimento, deixando a evolução e percurso da doença.

Distanásia: é a prática pela qual se continua, através de meios artificiais, a vida de um enfermo incurável.

Fonte: Wikipedia

Salvo os limites tênues entre as diferentes práticas (assunto que deve ser discutido), a grande questão ética é: cabe à medicina estender a vida de um ser humano sem com isso dar-lhe conforto, qualidade ou expectativa de melhora? Não poderia ser considerado ‘tortura’ manter a vida de uma pessoa além do seu desejo e das possibilidades do seu corpo?
Do meu ponto de vista, a ortotanásia não deve ser nada além de não praticarmos a distanásia.

Resumindo, para mim a discussão não deveria ser se a ortotanásia deve ser permitida ou não, e sim, quais são os critérios e condições clínicas e éticas sob os quais ela deve ser aplicada.

Legislações sobre ortotanásia:

Legislação de São Paulo – 1999 – Insisos XXIII e XXIV do Artigo Segundo
resolução do CFM – 2006
Projeto de Lei Federal – 2009

* Ainda encontrei na wikipedia uma diferenciação entre eutanásia ativa e passiva. Mas na verdade me soou mais como uma tentativa de chamar a ortotanásia de eutanásia. Quando digo ‘soou’, é exatamente isso, pois nunca tinha ouvido falar dessa diferenciação antes.