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Psicoterapia online substitui atendimento presencial?

Psicoterapia online substitui atendimento presencial?

Texto escrito em parceria com Tiago Noel Ribeiro

Nos últimos anos, a tecnologia passou a ser cada vez mais utilizada para permitir a comunicação entre as pessoas, que gradativamente foram se familiarizando com essa forma de interação.

De maneira geral, o atendimento psicológico para adultos usa a interação pela fala e o estímulo à autopercepção dos pacientes para promover mudanças e autoconhecimento. Esses objetivos podem ser (e têm sido) alcançados pelos processos psicoterapêuticos online. Assim como na forma presencial, o estabelecimento de vínculo entre terapeuta e paciente é fundamental e também deve considerar as especificidades e necessidades de cada paciente.

A Psicoterapia online facilita o acesso?

A utilização do atendimento mediado pelos recursos tecnológicos expande as possibilidades de acesso a esse serviço da psicologia, e permite que os pacientes busquem profissionais com características e capacitações específicas fora da região onde moram. Esse é um recurso valioso, por exemplo, para quem vive em um país estrangeiro e não tem acesso a profissionais e acompanhamentos que tenham a mesma língua materna.

Como ela acontece?

As sessões se dão, principalmente, de forma síncrona, ou seja, a conversa entre as pessoas acontece no mesmo lugar digital e no mesmo período de tempo em que ambos tenham a possibilidade de emitir voz e imagem. A videochamada é um recurso importante para facilitar o rapport e a comunicação não verbal. Nos casos em que isso não é possível, como em falhas técnicas, pode ser utilizada a chamada de voz.

Em situações nas quais é necessário suporte pontual, como direcionamento de tarefas entre sessões, pode ser usada uma comunicação assíncrona, ou seja, quando uma mensagem de voz, texto ou vídeo pode ser acessada e respondida em um momento diferente de quando foi enviada.

setting terapêutico muda com relação ao atendimento presencial. Neste, o terapeuta é o principal responsável pela sua organização e montagem. No online, cliente e psicólogo precisam organizar seus respectivos espaços físicos onde a sessão será realizada. Isso envolve, por exemplo, negociar com as pessoas com quem se vive para respeitarem o tempo e privacidade da sessão, atentar para uma iluminação que torna o ambiente mais confortável e verificar a qualidade e estabilidade da conexão de internet para uma boa captação de áudio e imagem. Outro ponto é a vantagem que as mãos livres dão ao cliente de se expressar com liberdade e conforto. Na impossibilidade de uso do computador, um suporte para o celular ou tablet pode auxiliar bastante.

Quais ferramentas e recursos são usadas?

O acesso pode ser realizado tanto via celular, tablet ou computador. A vantagem do celular é a familiaridade das pessoas com ele. Por outro lado, é mais vulnerável a interrupções como notificações e chamadas. O tablet tende a ser menos exposto nesse aspecto. O computador oferece maior diversidade de manejos, como a integração de música estéreo (para áudio biolaterais, por exemplo) durante o atendimento ou, ainda, a possibilidade de conexão via cabo, que é mais estável do que uma conexão wi-fi.

Algumas ferramentas têm sido mais utilizadas para fazer os atendimentos online, como WhatsApp, Skype e Zoom. De maneira geral, há um grande debate sobre a vulnerabilidade dos sistemas que possibilitam a comunicação mediada pela tecnologia, sendo importante atentar para as medidas de segurança e a rapidez das empresas em darem respostas para manter a segurança e a estabilidade da conversa.

Whatsapp é recomendado para os momentos de interrupção dos meios de comunicação preferenciais, como Skype e Zoom. Como ele é bastante difundido e prático, por isso, mantê-lo como uma alternativa disponível é importante, caso a ferramenta principal falhe.

Skype, em geral, é o preferido pelos pacientes que já o conhecem, tanto pelo costume, como pela facilidade do uso. Já o Zoom realiza conexões integradas de internet e telefonia (integra, na mesma sessão, o vídeo pela internet e o áudio pela ligação telefônica), permitindo uma boa sessão em caso de instabilidade da conexão da internet. É um recurso especialmente conveniente para pessoas que vivem em lugares remotos.

Como fica o resultado?

As interações virtuais passaram compor mais uma ferramenta para o atendimento em Saúde Mental e para a busca por qualidade de vida, ampliando as possibilidades de acesso e escolha do terapeuta. Assim, o atendimento online integra novas possibilidades de cuidado e pode se articular ou não com o atendimento presencial, tal como oferecer sessões presenciais esporádicas. Portanto, o atendimento online não se contrapõem com o atendimento presencial, mas soma-se a este, potencializando os processos terapêuticos.

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Material sobre Brainspotting para Terapeutas

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Vídeos Relevantes:




Artigos e Textos:


Português:


BRAINSPOTTING: UMA NOVA ABORDAGEM PSICOTERÁPICA PARA O TRATAMENTO DO TRAUMA
Cíntia Fuzikawa. Revista Debates em Psiquiatria – Mai/Jun 2015


PARECER Nº 01/2019 EMENTA: BRAINSPOTTING. MÉTODO. PSICOTERAPIA. ORIENTAÇÃO. PSICOLOGIA
Vitor Barros Rego. Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal – CRP 01/DF


Traduzidos para o Português


BRAINSPOTTING: RECRUTANDO O MESENCÉFALO PARA ACESSAR E CURAR MEMÓRIAS SENSÓRIO-MOTORAS DE ATIVAÇÃO TRAUMÁTICA
Frank Corrigan, MD, David Grand, PhD
. Medical Hypotheses (2013)
Traduzido por Patrícia Mattos, revisado por Cíntia Fuzikawa, com autorização dos autores.


UM ESTUDO PRELIMINAR DA EFICÁCIA DO BRAINSPOTTING – UMA NOVA TERAPIA PARA O TRATAMENTO DO TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
Anja Hildebrand, David Grand, Mark Stemmler. Journal for Psychotraumatology, Psychotherapy Science and Psychological Medicine


Inglês:


BRAINSPOTTING: SUSTAINED ATTENTION, SPINOTHALAMIC TRACTS, THALAMOCORTICAL PROCESSING, AND THE HEALING OF ADAPTIVE ORIENTATION TRUNCATED BY TRAUMATIC EXPERIENCE.
F.M. Corrigan, D. Grand, R. Raju. Medical Hypotheses (2015)


BRAINSPOTTING – THE EFFICACY OF A NEW THERAPY APPROACH FOR THE TREATMENT OF POSTTRAUMATIC STRESS DISORDER IN COMPARISON TO EYE MOVEMENT DESENSITIZATION AND REPROCESSING
Anja Hildebrand, David Grand, Mark Stemmler. Mediterranean Journal of Clinical Psychology MJCP


PERSISTENT GENITAL AROUSAL DISORDER AS A DISSOCIATIVE TRAUMA RELATED CONDITION TREATED WITH BRAINSPOTTING – A SUCCESSFUL CASE REPORT.
Patrícia FM, José FP, de F and Marcelo M. International Journal of School and Cognitive Psychology


TREATMENT OF PANIC ATTACK WITH VERGENCE THERAPY
Merrill D. Bowan, O.D. Journal of Behavioral Optometry


REPORT OF FINDINGS FROM THE COMMUNITY SURVEY SEPTEMBER 2016
Newtown-Sandy Hook Community Foundation, Inc.


Outros Materiais em site externo


DVDs em Inglês com David Grand:




8 de março | Dia Internacional da Mulher

8 de março | Dia Internacional da Mulher

Primeiro gostaria de dizer que me sinto desconfortável de falar de um tema cujo o protagonismo não me pertence. Entretanto, também não me sinto confortável em simplesmente dar os Parabéns às Mulheres, nem tão pouco em ficar calado ao longo de todo o dia.

Eu aprendi com os homens que eu deveria comemorar o 8 de março. Mas aprendi com as Mulheres que essa é uma data que, tanto pode ser questionada, quanto comemorada. Por isso opto por ficar com a reflexão das diferentes falas e posturas que vejo nas Mulheres com que convivo.

Começo então essa reflexão lembrando que muitos se referem a essa data por solidariedade ao massacre de 125 Mulheres queimadas ao serem trancadas em uma fábrica têxtil em NY em 1911 porque lutavam por melhores condições de trabalho. E a proposta de ‘comemoração’ nasce no movimento feminista/trabalhista.
http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n2/8643.pdf

Olhando assim, eu vejo uma data que nos demanda o reconhecimento de todo o sexismo perpetrado por uma sociedade machista às Mulheres. E especialmente o reconhecimento da carência de humildade masculina que vivemos para que de fato os diretos se tornem iguais.

Na clínica, eu lido diariamente com mulheres que tiveram sua dignidade e autoestima destruídas não só por traumas perpetrados por homens, mas por pequenos comportamentos e discursos reproduzidos em toda a sociedade. Com os quais continuo lutando diariamente comigo mesmo para parar de reproduzir.

Isso para mim é algo a comemorar!!

  • Comemorar cada pequena reprodução sexista que tomo consciência e paro de reproduzir!!
  • Comemorar cada mudança, cada retomada de protagonismo que percebo nas Mulheres com quem convivo!!
  • Cada direito garantido e respeitado no dia a dia entre as pessoas!!

São coisas a comemorar!!

Para mim, 8 de março é mais um dos dias de exercício e reconhecimento de tudo que ainda temos por melhorar nesse mundo.

Direitos Iguais! Respeito às Diferenças!

 

Gostaria de finalizar agradecendo as Mulheres que que questionaram a respeito desse texto, me ajudando a faze-lo de uma forma melhor. Ani, Larissa e Julie.